O dia em que meu pai nasceu


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No dia em que meu pai nasceu, Deus já tinha toda sua vida escrita e determinada. Quem via aquele menino limpinho, com meias brancas, bola na mão e provavelmente catarrento (porque toda criança tem sua fase catarrenta!) não fazia idéia da pessoa adulta que ele se tornaria.

Teve o dia em que ele conheceu minha mãe, o dia do primeiro beijo, o dia do casamento, o dia da primeira filha (=D), o dia da segunda filha, o dia em que se tornou pastor, tantos dias… já escritos e determinados. Eu sou feliz por Deu ter me incluído no livro da vida do Misael – e da Mirian também, viu mãe! – Eu me sinto bem selecionada.

Meu pai não é perfeito, mas os defeitos dele muitas vezes me ensinam mais que as qualidades, porque eu me pareço tanto com ele, em tantos aspectos!

Se me fosse dada a opção de trocar de pai, de escolher um pai poderoso, rico, liberal, japonês, inglês… eu não trocaria meu pai, na sua luta diária e com cara de índio por nada neste mundo, é sério. Meu pai me surpreende demais, e de vez enquando eu me pego pensando “eu não faço idéia”.

Assim como Deus me deu a salvação pela graça, eu creio que me deu o Misael por graça imerecida também – tudo é por graça. E apesar de hoje ser aniversário dele, eu me sinto a maior presenteada. Porque quem conhece o Misael, simplesmente não faz idéia da pessoa maravilhosa que ele é. E não serei eu, com meu vocabulário tão restrito, quem vai conseguir descrever quem é Misael Batista do Nascimento. Meu pai, meu melhor amigo, meu pastor. Vou terminar então com as palavras óbvias:

Pai, feliz aniversário!!!

Eu te amo

Nina.

(homenagem do Leandro pra você e homenagem da Ivonete pra você)