Augustus Nicodemos/ Universidade Mackenzie e o manifesto sobre a lei da homofobia – Tomando posição.


Nesta semana, muitos foram surpreendidos com o pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil, feito através de Augustus Nicodemus, no site da Univesidade Mackenzie, instituição da Igreja Presbiteriana, igreja reformada.

Quem já estudou o básico de História, já ouviu falar, nem que seja um pouco sobre a igreja Protestante, e o papel importante que ela teve na história da sociedade. A igreja reformada, como o nome diz, foi responsável por uma série de reformas, não só dentro da igreja, como na sociedade. As reformas tornaram coisas inalcansáveis, como a bíblia individual, a salvação pela graça, (livre de indulgencias e sacrifícios físicos impostos pela igreja da época, para os reformados apenas é preciso crer em Cristo para receber a salvação, ela não é merecida) e uma série de outras benéfices no ensino e em todas as outras áreas da sociedade. Esta igreja não deveria ser criticada. Mas a sociedade tem memória fraca, nem ao menos se lembra, e chega a ser ignorante (no sentido de destituída de informação mesmo).

Colocarei aqui na íntegra o texto da Universidade Mackenzie e mais abaixo darei minha opinião.

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para

todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes

Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Não só concordo com a postura da minha Igreja, e acima dela, a posição bíblica, como reforço algumas idéias:

1 – Essa lei não erradica o preconceito, apenas muda os lados do preconceito. Já que quem tiver uma postura contra o homossexualismo se tornará um indivíduo reprimido por suas idéias.

2 – Os cristãos podem não concordar com esse procedimento, mas são ensinados a se achegarem a todos os que precisam de ouvir a palavra. Dessa forma, não é impedindo que a igreja pregue o seu ensinamento  que as coisas realmente feias (como violências e ofensas) vão parar.  O Senhor Jesus nos ensina tanto sobre como conviver com as pessoas excluídas e falar do amor de Deus pra elas. CUIDADO, isso também não significa que o Senhor Jesus aceita o homossexual como filho, muitas igrejas evangelicais (diferentes das reformadas) tem pecado por aceitar homossexuais sem arrependimento na participação dos sacramentos (batismo e santa ceia). O que quero dizer é: Jesus aceita todo pecador arrependido disposto a mudar. Nesse sentido tenho que admitir que tem muita igreja de cunho reformado pecando ao deixar de receber bem homossexuais em seus cultos. Quem converte é Deus, qualquer um que se achegar a sua casa (a igreja) deve ser recebido com amor.

3 – Não achar correta a postura de qualquer pessoa não significa se tornar uma pessoa homofóbica – presta atenção no peso dessa palavra!

4 – Fica claro que essa lei não é de forma nenhuma uma solução contra a homofonia. A ignorância de algumas pessoas não muda por causa de uma lei.

5 – Fica claro que a solução para essa questão é  a Palavra de Deus.

Fiquei feliz pela Igreja Presbiteriana ter tomado uma posição firme e pública sobre o assunto. Foram poucos os dias em que me senti dentro de uma igreja reformada, mas hoje eu senti isso. Sempre estudamos o impacto da igreja protestante na antiguidade, e é ótimo ver que a igreja continua sendo protestante… e tem tanta coisa pra protestar e reformar nessa sociedade louca de hoje.

O assunto homossexualismo está tão em voga, é incrível como esse manifesto tomou proporções grandes, saiu em todos os jornais, nos blogs (muitos criticando, a OAB chamou o manifesto de “postura de idade media”). Em uma entrevista ao jornal da Record uma aluna da Universidade Mackenzie falou “achei errado, acho que não tem que ser contra nem a favor, tem que ser neutro”. Eu escutei e fiquei pensando: qual o preço de  tomar posição? É tão mais cômodo não irritar ninguém, né? Admiro a postura do Augustus (uma pessoa muito crente e correta, já tive o enorme prazer de o conhecer e o receber na minha casa), até foto dele saiu no jornal. Tomou posição, e a correta!

Você que não acredita no Senhor Jesus Cristo, leia com atenção:

Não crer nEle, não fará com que ele não seja real. Jesus Cristo é um fato. Nem que seja no último dia, você vai crer… só pode ser tarde demais.

Deus nos fala que o que falarmos será como loucura para os ouvidos dos que não crêem. Então saiba que se você leu e achou tudo isso non sense, isso é previsível.

Nina